Tem pessoas que você vê e nem conhece,
não vê e conhece,
não vê e não conhece, mas 'conhece'.
A tangicidade dos mundos alheios tem dessas coisas.
Você vive 15, 20 anos em um lugar encontrando as mesmas pessoas, geralmente nas mesmas ocasiões, e o máximo que se sabe de muitas é o rosto que se familiariza pelo tempo ou pela rotina.
A rotina. Ela também faz com que as grandes amizades se tornem simples conhecidos, ou até ex-colegas. Ou faz com que os desconhecidos se tornem pessoas inseparáveis nos incríveis e nos chatos dias do dia-a-dia.
Tem pessoas que nunca saem de desconhecidos. Apesar de estar, sem você notar, ou não, na sua rotina. E se saíssem?
O que determina, no acaso, no destino, ou nada disso, que as pessoas que você vai conhecer serão 'aquelas' ou 'estas'? Às vezes começa de uma situação vivida por você e pela outra pessoa, ou de um simples bom-dia, ou então um pedido de informação... ou o mero fato de estarem num mesmo lugar, convivendo.
Mas pra tudo isso já é sabido que não tem explicação e, pra mim, divagar sobre seria desnecessariamente desgastante.
Onde quero realmente chegar é no fato concreto que envolve tais situações em que se forma ou se perde (eu falei não divagar...) uma amizade. Mais precisamente: depois que você já as fez, elas se fortalecem, te trazem momentos inesquecíveis, marcam fases, passagens suas em lugares ou época, ou marcam suas vidas, até. O que queria saber é por que sempre tem um 'fim', que não é o referido às imprevistas fatalidades [ou não] que, a cumprir a lei mais certa da natureza, levam deste mundo a todo momento milhares de desconhecidos e conhecidos. Mas, sim, o causado pelas (des)rotinas, pelas mudanças de localidades, mudanças de trabalho, mudanças de afezeres, mudanças de gostos, mudanças de humor, mudanças de pensamentos.
Que lei é essa, que de tão certa, se assemelha às da física, e que parece impor, que as pessoas que você aprende a gostar, ou que já gostou desde quando viu, que você passou a confiar, no sentido mais estrito da palavra, tendem, como o infinito tende a zero, a destornarem-se receptoras de tais relativos a afastar-se da mesma repentina forma como vieram, ou pelas inúmeras oscilações comportamentais do frágil ser humano, que mesmo quando se acha certo, se deixa levar pelo erro do outro, complicando as relações, e que deixa, tão facilmente, de acreditar naqueles que eram amigos (sentido sempre estrito) e para o qual atribuiu tantos dizeres e significados que, como a rocha pelas águas e pelo ar, são intemperizados, esfarelam-se tais ditos elogios?
É triste ver quem você já chamou de amigo não ser tratado mais como um, por motivos, às vezes, fúteis, ou pela primeira provação que o tempo ou o espaço te fizeram passar.
Fisicamente, pode ser difícil, sim, manter algumas pessoas sempre por perto. Nesse caso, as próprias idas, vindas e voltas da vida decidem o caminho das pessoas, tornando aceitável a tal lei falada acima. Mas a contestação desta se dá em outro plano. As verdadeiras amizades (não que o que se viveu das outras não foi verdadeiro, mas que o laço firmado foi de sincera amizade) se revelam quando as vidas que seguiram rumos diferentes não conseguem diminuir o valor, nem o significado, nem as lembranças.
Quando a bifurcação da rotina afasta a comodidade e o hábito da afeição que a rotina em conjunto trazia aos que sempre estariam juntos, já que eram os mesmos lugares e horas a cumprir, é que se determina se a amizade construída de fato foi, ou simplesmente 'tenderá' a 'esfarelar-se' pelos amargos e, às vezes, injustamente cruscificados, tempo e espaço, tornando-se em um antigo conhecido ou quem sabe um ex-colega.
não vê e conhece,
não vê e não conhece, mas 'conhece'.
A tangicidade dos mundos alheios tem dessas coisas.
Você vive 15, 20 anos em um lugar encontrando as mesmas pessoas, geralmente nas mesmas ocasiões, e o máximo que se sabe de muitas é o rosto que se familiariza pelo tempo ou pela rotina.
A rotina. Ela também faz com que as grandes amizades se tornem simples conhecidos, ou até ex-colegas. Ou faz com que os desconhecidos se tornem pessoas inseparáveis nos incríveis e nos chatos dias do dia-a-dia.
Tem pessoas que nunca saem de desconhecidos. Apesar de estar, sem você notar, ou não, na sua rotina. E se saíssem?
O que determina, no acaso, no destino, ou nada disso, que as pessoas que você vai conhecer serão 'aquelas' ou 'estas'? Às vezes começa de uma situação vivida por você e pela outra pessoa, ou de um simples bom-dia, ou então um pedido de informação... ou o mero fato de estarem num mesmo lugar, convivendo.
Mas pra tudo isso já é sabido que não tem explicação e, pra mim, divagar sobre seria desnecessariamente desgastante.
Onde quero realmente chegar é no fato concreto que envolve tais situações em que se forma ou se perde (eu falei não divagar...) uma amizade. Mais precisamente: depois que você já as fez, elas se fortalecem, te trazem momentos inesquecíveis, marcam fases, passagens suas em lugares ou época, ou marcam suas vidas, até. O que queria saber é por que sempre tem um 'fim', que não é o referido às imprevistas fatalidades [ou não] que, a cumprir a lei mais certa da natureza, levam deste mundo a todo momento milhares de desconhecidos e conhecidos. Mas, sim, o causado pelas (des)rotinas, pelas mudanças de localidades, mudanças de trabalho, mudanças de afezeres, mudanças de gostos, mudanças de humor, mudanças de pensamentos.
Que lei é essa, que de tão certa, se assemelha às da física, e que parece impor, que as pessoas que você aprende a gostar, ou que já gostou desde quando viu, que você passou a confiar, no sentido mais estrito da palavra, tendem, como o infinito tende a zero, a destornarem-se receptoras de tais relativos a afastar-se da mesma repentina forma como vieram, ou pelas inúmeras oscilações comportamentais do frágil ser humano, que mesmo quando se acha certo, se deixa levar pelo erro do outro, complicando as relações, e que deixa, tão facilmente, de acreditar naqueles que eram amigos (sentido sempre estrito) e para o qual atribuiu tantos dizeres e significados que, como a rocha pelas águas e pelo ar, são intemperizados, esfarelam-se tais ditos elogios?
É triste ver quem você já chamou de amigo não ser tratado mais como um, por motivos, às vezes, fúteis, ou pela primeira provação que o tempo ou o espaço te fizeram passar.
Fisicamente, pode ser difícil, sim, manter algumas pessoas sempre por perto. Nesse caso, as próprias idas, vindas e voltas da vida decidem o caminho das pessoas, tornando aceitável a tal lei falada acima. Mas a contestação desta se dá em outro plano. As verdadeiras amizades (não que o que se viveu das outras não foi verdadeiro, mas que o laço firmado foi de sincera amizade) se revelam quando as vidas que seguiram rumos diferentes não conseguem diminuir o valor, nem o significado, nem as lembranças.
Quando a bifurcação da rotina afasta a comodidade e o hábito da afeição que a rotina em conjunto trazia aos que sempre estariam juntos, já que eram os mesmos lugares e horas a cumprir, é que se determina se a amizade construída de fato foi, ou simplesmente 'tenderá' a 'esfarelar-se' pelos amargos e, às vezes, injustamente cruscificados, tempo e espaço, tornando-se em um antigo conhecido ou quem sabe um ex-colega.
Gostei do texto, de verdade, mas achei o final um pouco... abrupto demais. Ah, e evite parêntesis no texto, dá uma impressão mais limpa ao texto ;)
ResponderExcluirValeu pela dica (Y)
ResponderExcluirSó agora fui ver meu pleonasmo desnecessário -_-
ResponderExcluirMas complementando, sugiro o uso dos travessões; mais discretos e dão a entender que o autor realmente entende de ortografia!
Oportuno,inquietante, bem escrito.
ResponderExcluir;)
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