O silêncio acabou,
o poste apagou,
o aliado sumiu,
o ânimo esfriou,
e agora, João?
e agora, Henrique?
você que tem sobrenome,
que ia com os outros,
você que ignora protestos,
que ama enrolar
e agora, João?
Se queimou pela mulher,
nunca teve discurso,
ainda mais sozinho,
já não pode se esconder,
já não pode aparecer,
omitir já não pode,
o eleitor esfriou,
a educação não veio,
a transparência não veio,
o Metrô não veio,
não veio a simpatia
e sua imagem acabou
e todo mundo fugiu
e aquela velha promessa mofou
e agora, João?
E agora, João?
sua falsa palavra,
seu elevador de febre,
seu longo jejum,
sua biblioteca
te fez de tolo,
seu teto de vidro,
sua incoerência,
suas contas - e agora?
Teve a chave na mão
não abriu a porta,
estragou a porta,
quis morrer no mar
na beira dele se afogou,
o Plano Urbano exaltou,
plano nenhum há mais.
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato, carneiro,
sem ideologia,
sem partido nenhum
para se encostar,
sem jegue da lavagem
nem pra te levar,
você marcha, João!
João, pra onde?
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