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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Salvador e você - 2012 e 2008

Eu tô cansado de reclamar só de João Henrique, de chamar ele disso ou daquilo, de divulgar suas palhaçadas sob o título de prefeito de Salvador. Está entalado na garganta também o meu desprezo por você. VOCÊ que elegeu esse cara em 2008. VOCÊ que fez daquela eleição municipal uma das mais escrachadas e descompreendidas, que mesmo após os quatro primeiros anos vergonhosos de governo, nos quais ele demonstrou inúmeras vezes despreparo para administrar, decidir e planejar, ou seja, governar, além de ter sido já naquela época "eleito" - popularmente, não por pesquisas, apesar destas terem dito o mesmo - o pior prefeito de capital do Brasil, deu o seu voto a ele, colocou em suas mãos um futuro - composto do presente angustiante e dos próximos anos de caos ambiental, social e estrutural que viveremos. Quem viveu em Salvador em fins daquele ano sabe que o clima de "?" imperou nas rodas de conversas de toda essa cidade. O porquê da vitória de João Henrique até hoje pode ser indagado. É como se quem tivesse votado, no dia seguinte já estivesse com tamanho cinismo ou tamanha vergonha a ponto de também indagar porque ele tinha vencido com tantos contras e tantos comentários populares negativos a seu respeito. Não era um grupo ou dois. Em Salvador, para a maioria das pessoas com quem se conversasse era nítida a revolta pelo governo 2005/2008 e a "certeza" de não renovar tal candidatura de JH. Pois, então, a dúvida daquela vitória passou, talvez a lembrança de quem votou, e suas razões, também tenham facilmente se esvaído, mas a cidade de Salvador e sua população... essa não passou. Está aí, se passando, com tanta desordem e falta de cuidado, se tornando cada dia mais indesejável, desagradável e imprópria já pra geração de hoje... E não posso nem citar a de amanhã, pois essa cidade pode estar ainda mais arruinada, a ponto de uma pessoa dos nossos dias não ser sequer compreendida quando falar na atual Salvador daqui a outros dias.
Fica uma lembrança pra "você", já que este ano teremos eleições municipais novamente, sendo certo que não podemos prever o futuro, mas podemos (e devemos), muito bem, estudar o passado.