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domingo, 14 de outubro de 2012

inconsistência?

Eu quero
uma alma leve
e uma vida pesada
um sorriso de olho
e a língua política

Eu quero
um canto sutil
que brada feroz
sem perder o tom
de som rasgado
e melodia fina

Eu quero
a falta da antipatia
a unanimidade da primavera
e a sombra do novembro
sem importar a cor
se viva ou marrom
se lilás ou furtacor

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Pão e circo

"O jovem quer ser adulto. O que o jovem não quer é ser como o adulto que ele tem diante  dele: o adulto quadrado, chato, que não sabe viver, moralista. Um adulto realmente nada atraente, que possibilita a vivência de tudo, menos da emoção básica, o amor. Durante todo este tempo. nós tentamos mostrar no programa que existe um tipo de adulto que é detestável para um jovem que é razoavelmente saudável. Será que os jovens já disseram isso na música?"


Neste dia em que a esperança e a ingenuidade (consciente?) infantil reaparece tão saudosista, compartilho este trecho de um programa de Paulo Gaudêncio - hoje médico psiquiatra, consultor e palestrante - com um expressionismo tão simbólico, no ano de 1968, com as crianças malucas de outro planeta que surgiam tocando e cantando absurdamente bem.

E, como a juventude, pra mim, carrega muito do que foi formado lá atrás, e anda lado a lado com tantas características pueris, às vezes camufladas, nos sonhos e projetos de vida, o anseio de ser um adulto diferente, proativo, independente, pensador e questionador é, sim, o desejo por um presente que você quer se dar, seja nesta ou em qualquer data.