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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
sobre formalidades
uma carteira que diz
atesta o que é
ou uma pretensão do ser
tacha algo
apropria-se
alimenta exibidos
toma pra si liberdades
cria status
torna o humano bobo
se deixar, imbeciliza
Estúpido
estúpidos humanos
rejeitos mais tóxicos
de uma racionalidade
antiexistencial
extermínios humanos
das águas doces dos equilíbrios naturais
dos pobres peixes
dos pretos pobres
ao fim das subsistências
a execução dos futuros
com os sepultamentos do presente
tragédias artificiais do natural
queimadas cínicas das águas claras
a pequenez humana devasta sem fé
acinzenta o pouso dos morros
matas, serras, animais,
vidas humanas banais
entre o fogo, a lança, os lucros
e a estupidez
um vale inflamado
entre insurgências muitas
clamores em voz
contra a ideologia da barbárie
brutalidades ardem
uma violência indigesta
gases, bombas, tiros
e irracionalidades
e no meio da dispersão
surge do alto d'uma caçamba qualquer
presença feminina de olhar cortante
com gestos firmes e gritos decididos,
ordena que fiquem
deságua coragem
em meio a incertezas,
inflama a resistência
alheia ou não à relação entre revoltas e primaveras
o certo é que aquela espirituosidade de luta
tinha nome de flor
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