Pesquisar este blog

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Como um jabuti


Olhos fechados, cabeça aquecida. Frágil. Encoberto. De terra, de ar e de pó. Agora removem o doce cobertor. Algo novo me empurra, me acha, me cerca, me agarra e me eleva. Estou subindo, em parábola, tentando por a cabeça para fora, tentando entender. Ai, a luz! É forte. E nem abri os olhos ainda. Sou levado. Não sei pra onde nem de onde. Desci. Solto estou novamente. Pude, após tanto balanço, com calma, olhar e ver... o mundo. Esse novo mundo, que pela primeira vez vejo. Mas nada vejo. Continuo cercado. Agora por paredes enormes e da mesma cor. Meus movimentos são lentos; na verdade, estou descobrindo-os agora. Pouco tempo depois, desce agarrado por ganchos estranhos e ágeis um novo eu. Mas não sou eu, parece comigo. 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Abre a porta, deixa esse Roque entrar.

Diante da impossibilidade prática de concretizar a ideia inicial de contar cronologicamente histórias dos primeiros contatos não esquecidos com esse senhor, vou apenas contextualizar algumas delas.

1. Devia ter uns seis anos quando, em férias escolares, assistia um filme na sessão da tarde (old but gold). Excelente filme. Classicão. Me identifiquei. Mas, existem alguns minutos nele que são uma película dentro do filme. Como um clipe não feito à época da música e marcante para uma criança que se impressionava com a malemolência daquela música.


2. O ano talvez fosse 1999. A rádio: globo. Eu tinha o hábito, em dias aleatórios, de passear pelas rádios à procura de músicas boas, depois de tomar aquele velho banho pós-colégio. Eis que assim que sintonizo a 90,1, um som pacífico e doce emerge junto a um piano (meu instrumento preferido à época) e uma voz de sir     inconfundível. Eu já a conhecia, mas depois deste momento, que me hipnotizou, sentado à cama, em frente ao 'microssistem' (nem sei escrever aportuguesado isso), o meu gosto musical foi de fato definido.     
         

3. Em algum dia da minha infância, um vizinho, uns quatro anos mais velho, que tocava violão, veio mostrar qual a música que ele aprendera. Eu, bobo, perguntei ao final de quem que era. Ele me respondeu um nome estranho de banda. Mas que a partir dali invadiu o leitor do meu rádio...


4. Essa, com precisão, eu digo que foi em 2002. Voltei do colégio, na minha quinta série, liguei na mtv (aquele velho Central Mtv), como todas as tardes àquela época e vi. Se eu tivesse cabelo para tal, teria sido descabelado por aquela música. Algo novo. Bem diferente dos Roques que eu ouvia. Um som puro e sincero. Assim como o clipe, feito ao vivo e sem cortes. 


5. Essa conheci jogando Tony Hawk's no saudoso palystation one. Sem comentários, senão não acabam hoje.



Vou fazer um comentário, aliás: ela instiga. Faz seu dedo do pé seguir o ritmo e quando você ver, seu corpo inteiro tá dançando involuntariamente.

6. Em 2003, eu ouvi um solo na minha tevê 14 polegadas que me fez ouvir rock quase todos os dias desde então. A culpa é dele! O gênio:


7. Em 2005 a ouvi de verdade, e venho ouvindo sempre. Em 2006 aprendi a tocar. E se eu pegar um violão, é ela que vou tocar primeiro. Até fiz versões próprias pra ela. Mas estão preservadas nos meus arquivos mortos-vivos.


8.  Essa achei na pasta pessoal do meu irmão, totalmente sem querer. Tinha uns 11 anos. Pra não dizer que só posto o que ainda ouço. Todavia, a banda é um marco.


9.  Com 12 anos, eu comecei a escutar um novo Roque. Coisas da pré-adolescência. Conheci o melhor baterista do mundo. Foi pra mim a melhor banda do mundo por dois anos. O album St. Anger ficou gasto lá em casa. Fui "fã". Algo raro.


10. Não é pela banda em si. É pela melhor introdução de música de todos os tempos (meu pensamento em 2000). E pela melhor história de todas aqui contadas. Com 10 anos, eu e mais 3 amigos brincávamos de Beatles - acredite - com aquelas guitarrinhas unplugged que todo mundo teve. Eu era o John e, mesmo assim, eu "fazia" o solo. Nostalgia. Não me tornei um rockstar, mas fui um rockdreamer ;)



Singela homenagem ao dia do Seu Roque. Coroa, mas super em cima.

Aquele abraço


Julho.

  Até certo tempo, o mês que eu desejava ter vindo ao mundo; desde algum tempo, o mês mais aguardado do ano. Dias e dias estressantes, feriados que são atropelados e amizades que são postas à prova em uma época angustiante. Os quatros meses mais demorados do ano são março, abril, maio e junho. É fato. Até o São João, às vezes, demora de passar. Porém, eis que chega o empolgante número sete, que não pergunta se você ainda tem algo acadêmico ou do trabalho para fazer. Simplesmente se posta lá. Na sua mente, lhe dizendo que é hora de acordar, abrir os olhos da vida e enxergar.

  É quando você pode reviver. Ou rever. Ou, então, só realizar as promessas que ficaram guardadas do fim das férias ou do primeiro período de provas.

  É hora de aproveitar. Mais do que você já acreditava fazer. Com amigos que não estavam lá, no anteceder. Mergulhe. E só depois prenda a respiração. Aí você abre os olhos e solta a respiração. Dá um loop, estica as pernas... E pula! O mais alto que conseguir. Depois, corra. Dali mesmo, não importa onde. Corra. Corre, menino. Não pare enquanto não esmaecer esse ímpeto de liberdade.

   Pronto, aí você mudou seu enredo.