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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Como um jabuti


Olhos fechados, cabeça aquecida. Frágil. Encoberto. De terra, de ar e de pó. Agora removem o doce cobertor. Algo novo me empurra, me acha, me cerca, me agarra e me eleva. Estou subindo, em parábola, tentando por a cabeça para fora, tentando entender. Ai, a luz! É forte. E nem abri os olhos ainda. Sou levado. Não sei pra onde nem de onde. Desci. Solto estou novamente. Pude, após tanto balanço, com calma, olhar e ver... o mundo. Esse novo mundo, que pela primeira vez vejo. Mas nada vejo. Continuo cercado. Agora por paredes enormes e da mesma cor. Meus movimentos são lentos; na verdade, estou descobrindo-os agora. Pouco tempo depois, desce agarrado por ganchos estranhos e ágeis um novo eu. Mas não sou eu, parece comigo. 

2 comentários:

  1. Vinny... estou surpresa! rsrs Não sabia que vc escrevia tão bem... amei teu texto. Gostei do ritmo, gostei das palavras, gostei do estilo e da complexidade e profundidade das ideias. Parabéns, moço! Orgulho de ti, meu amigo advogado-poeta! rsrs
    Um cheiro e SUCESSO!

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  2. Ouvir isso de uma escritora bem mais experiente é muito estimulante. ;]

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