Olhos fechados, cabeça aquecida. Frágil. Encoberto. De terra, de ar e de pó. Agora removem o doce cobertor. Algo novo me empurra, me acha, me cerca, me agarra e me eleva. Estou subindo, em parábola, tentando por a cabeça para fora, tentando entender. Ai, a luz! É forte. E nem abri os olhos ainda. Sou levado. Não sei pra onde nem de onde. Desci. Solto estou novamente. Pude, após tanto balanço, com calma, olhar e ver... o mundo. Esse novo mundo, que pela primeira vez vejo. Mas nada vejo. Continuo cercado. Agora por paredes enormes e da mesma cor. Meus movimentos são lentos; na verdade, estou descobrindo-os agora. Pouco tempo depois, desce agarrado por ganchos estranhos e ágeis um novo eu. Mas não sou eu, parece comigo.
Vinny... estou surpresa! rsrs Não sabia que vc escrevia tão bem... amei teu texto. Gostei do ritmo, gostei das palavras, gostei do estilo e da complexidade e profundidade das ideias. Parabéns, moço! Orgulho de ti, meu amigo advogado-poeta! rsrs
ResponderExcluirUm cheiro e SUCESSO!
Ouvir isso de uma escritora bem mais experiente é muito estimulante. ;]
ResponderExcluir